22 Set
Via Sacra na Rodovia dos Romeiros homenageia Leide das Neves
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O Programa Pai Eterno desta quarta-feira, 20, relembrou o maior acidente radiológico do mundo ocorrido em Goiânia (GO), em 13 de setembro de 1987.

Na semana passada, o Césio 137 completou 30 anos. Uma das maiores vítimas da tragédia, a pequena Leide das Neves, foi homenageada nos painéis da Via Sacra da Rodovia dos Romeiros.

leide-neves“O acidente do Césio se deu quando alguns catadores de lixo encontraram nos restos de uma antiga clínica radiológica, no Centro, restos de uma máquina de Raios-X. Pegando aquele pedaço da máquina, buscaram abrir para poder tirar alguma coisa que pensavam ter valor”, explicou Pe. Welinton Silva, Missionário Redentorista.

O maior acidente radiológico do mundo, ocorrido fora de uma usina nuclear, completou esse ano três décadas. O local foi a Rua 26-A, no Setor Aeroporto, em Goiânia. Os olhos do mundo se voltaram para a Capital em setembro de 87. E em um momento de discriminação e sofrimento que as pessoas envolvidas viveram, a Igreja Católica exerceu um papel muito importante.

“Diante de uma série de contradições e de falta de orientação, a Igreja se colocou ao lado dos mais pobres, ao lado dos atingidos por aquela tragédia para poder fazer com que o Brasil inteiro buscasse refletir não somente a gravidade, mas os efeitos que o Césio havia causado na vida das pessoas”, ressaltou o padre.

No total são sete estações distribuídas pela Rodovia dos Romeiros. O que nem todos sabem é que em todos os painéis há uma criança, que representa uma forma de homenagear Leide das Neves, que morreu aos seis anos, em 1987, por ter entrado em contato com o Césio 137. “Essa criança foi eternizada nos painéis da Via Sacra para poder lembrar que nós devemos celebrar a nossa vida na vida de Cristo”, ressaltou Pe. Welinton.

Luísa Odet dos Santos é tia da Leide das Neves e lembra o sofrimento da família naquela época. “A lembrança que eu tenho da Leide é muito boa. Era uma menina muito alegre, brincalhona. Parecia uma índia, com os cabelos pretos e longos. Eu lembro muito bem de quando estávamos no Rio de Janeiro e ela ganhava muitos presentes e ela chegava a ir no meu quarto brincando, servindo café. E ela mancava, pois tinha uma lesão no pé. A última lembrança que eu tenho dela é essa”, lamentou.

A menina se tornou símbolo de uma tragédia. Segundo a tia, nada irá trazê-la de volta, mas saber que uma homenagem dessas permanece viva no caminho de vários romeiros, leva conforto aos corações dos familiares. “Ela foi uma criança afetada, inocente. Morreu sem saber do que, sem saber o que tinha acontecido”, disse.

Luísa vem de uma família ligada à igreja e tem certeza que a fé ajudou muito para superar durante todos esses anos. “Nosso Deus é um só. Se a gente crer e confiar, receberemos o milagre de Deus. Sei que muitos oraram por nós, e em nome de toda a família, de todos que foram afetados, eu agradeço de coração”, concluiu.

 

Fonte: Afipe

 

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